Justiça anula assembleia da CBFS que reexaminou contas já reprovadas

futsalDesaprovação de contas por Assembleia não pode ser objeto de deliberação por assembleia seguinte. Assim compreendeu o juiz Fernando Pinheiro Barros, da 7ª Vara Cível, concedeu liminar anulando as decisões da Assembleia da Confederação Brasileira de Futsal, realizada no dia 9 de agosto, que haviam aprovado as contas da entidade do período de novembro e dezembro de 2012 e do exercício de 2013. As contas já haviam sido desaprovadas em Assembleia anterior, realizada em maio de 2014. A contestação, com pedido de liminar, foi feita pelas federações de Tocantins, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rondônia, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Santa Catarina e Amapá.

O advogado Eugênio Vasques, representando as 10 entidades, havia argumentado que, de acordo com os Estatutos da CBFS, as contas já haviam sido reprovadas e não poderiam ser objeto de nova deliberação. “Seria se como tivéssemos uma eleição e depois, desgostoso com o resultado obtido, o governo pudesse convocar nova eleição”, afirma Vasques. O advogado Eugênio Vasques ainda questiona o impedimento de 12 das 20 entidades que podem votar na assembleia. “Coincidentemente, o mesmo número de entidades que votaram pela reprovação das contas”, afirma.

A CRISE NA CBFS

Em março deste ano, o craque Falcão anunciou o seu desligamento da seleção brasileira em protesto à má gestão na CBFS e por ter problemas de relacionamento com o diretor de seleções Edson Nogueira. A partir de então, vários outros ídolos do futsal, como Neto, Vinicius e Tiago, tomaram o mesmo rumo, exigindo uma “revolução” na modalidade. Em consequência do afastamento dos craques, a CBFS não conseguiu renovar o patrocínio com os Correios – já havia perdido o apoio do Banco do Brasil, no início do ano. Em maio, as contas da entidade foram reprovadas pela primeira vez na história e o então presidente, Aécio de Borba Vasconcelos, pediu o afastamento do cargo.

Pressionado e envolvido em denúncias de nepotismo, corrupção e mau uso de recursos, Aécio renunciou à presidência da CBFS no dia 8 de junho. Em seu lugar assumiu Renan Tavares, então vice-presidente de competições e aliado político do mandatário. Apesar de eleito por aclamação dos presidentes das federações filiadas, Renan não agradou à maioria dos dirigentes  pelo fato de ter sido integrante da antiga diretoria. Desde então, opositores têm buscado um meio de marcar novas eleições ou pedir o afastamento de Renan Tavares.

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